New Research Shows Australian Parents Worry Under-16 Ban Won’t Make Teens Safer
Em dezembro de 2025, a Austrália tornou-se o primeiro país do mundo a banir o acesso de qualquer jovem com menos de 16 anos a um conjunto específico de plataformas de redes sociais, incluindo o Snapchat.
A lei da Idade Mínima das Redes Sociais excluiu as plataformas de mensagens e, uma vez que somos utilizados principalmente como plataforma de comunicação, não acreditamos que o Snapchat deva estar sujeito a tais proibições. Contudo, cumprimos a lei ao bloquear ou desativar mais de 450 000 contas do Snapchat australianas. Continuamos a monitorizar diariamente a existência de remoções adicionais e a trabalhar com o regulador australiano para a segurança online a fim de cumprir os requisitos prescritos por esta lei.
A questão agora é: será que esta proibição torna os adolescentes australianos mais seguros ou melhora o seu bem-estar na prática?
Embora partilhemos o mesmo objetivo com os pais e os decisores políticos de todo o mundo — manter os adolescentes seguros online — queremos certificar-nos de que as medidas que estamos a tomar enquanto empresa e as escolhas que os governos fazem para proteger os jovens estão a ter o efeito pretendido.
Para conhecer melhor a forma como a legislação australiana que proíbe o acesso às redes sociais tem afetado a vida dos adolescentes e dos pais até à data, solicitámos ao YouGov que inquirisse 500 pais de adolescentes (entre os 13 e os 17 anos) australianos, cerca de dez semanas após a entrada em vigor das restrições. Eis os resultados da investigação:
A maior preocupação entre os pais é o facto de os seus filhos adolescentes estarem a migrar para espaços menos seguros. Mais de 4 em 5 pais preocupam-se com o facto de os filhos adolescentes se mudarem para plataformas mais difíceis de monitorizar. 20% afirmam que esta migração já aconteceu e, entre esses pais, 60% estão preocupados com o facto de as novas plataformas poderem representar riscos ainda maiores. Menos de metade (47%) desses pais acreditam que essas novas plataformas têm controlos parentais adequados. As alternativas mais comuns que os pais dizem ter utilizado incluem o WhatsApp (65%), Messenger (49%), Discord (34%) e Roblox (32%) — plataformas que (por motivos com os quais não concordamos) não estão abrangidas pela proibição.
Os pais questionam se a proibição está a atingir as plataformas certas. 77% dos pais têm conhecimento de que as restrições se aplicam a algumas plataformas mas não a outras. Entre esse grupo, 42% consideram as plataformas restritas e as sem restrições como igualmente prejudiciais para os adolescentes, e outros 9% acreditam que as plataformas sem restrições podem ser mais prejudiciais.
Os pais apoiam as restrições em princípio, mas têm dúvidas sobre se estão a funcionar na prática. 73% dos pais australianos apoiam as restrições para menores de 16 anos, mas apenas 11% dizem que a política está "definitivamente" a atingir os objetivos pretendidos e apenas 13% estão muito confiantes de que as restrições podem efetivamente ser aplicadas. Mais de metade expressa pouca ou nenhuma confiança na aplicação da lei.
Os pais não têm confiança na eficácia da lei e vêm lacunas na sua aplicação. 70% acreditam que as restrições são fáceis de contornar e quase 4 em cada 5 temem que dê aos pais a falsa sensação de que os seus filhos estão mais seguros online do que na realidade estão. Não se trata de meras preocupações abstratas: 62% repararam pelo menos num problema concreto com a forma como as restrições estão a funcionar, incluindo 22% que afirmam que o seu filho adolescente já encontrou formas de aceder às plataformas restritas. E não são apenas os pais que levantam estas questões – 32% dos pais preocupados dizem que o seu filho adolescente também discutiu estes assuntos com eles.
No seu todo, estes resultados reforçam um ponto fundamental: as proibições gerais podem funcionar como soluções de socorro, criando uma falsa sensação de segurança para os pais, enquanto os seus filhos adolescentes recorrem a outras plataformas à procura das comunidades e das memórias que perderam com a imposição destas restrições. O caminho para manter os jovens seguros online requer abordagens ponderadas e baseadas em provas, e deve apoiar os pais na manutenção do bem-estar dos seus filhos, em vez de criar potenciais desafios não intencionais.
O Snapchat continua empenhado em trabalhar com governos, pais e especialistas em segurança de todo o mundo para desenvolver políticas e salvaguardas ao nível da plataforma que protejam genuinamente os jovens. À medida que mais países ponderam a legislação sobre segurança online, esperamos que estes resultados iniciais incentivem os decisores políticos a analisar atentamente as provas e a ponderar as consequências no mundo real, ao decidirem a melhor forma de proteger os adolescentes online.
Metodologia
Esta pesquisa foi encomendada pela Snap e realizada pela YouGov. As entrevistas foram realizadas online entre 13 e 19 de fevereiro de 2026, com base numa amostra nacional de n=500 pais de adolescentes australianos (entre os 13 e os 17 anos). Os resultados têm uma margem de erro de mais ou menos 4,5 pontos percentuais ao nível de confiança de 95%.